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sexta-feira, 27 de julho de 2012

TECNOLOGIAS AUMENTAM PRODUÇÃO E VIDA ÚTIL DOS CAMPOS MADUROS



Texto Reproduzido da Revista Petróleo & Energia:
Autora: Bia Teixeira

Com reservas provadas de 15,3 bilhões de barris no país, a Petrobras vem incrementando seus esforços exploratórios não apenas na região do pré-sal e em novas áreas de alto potencial como também em seus gigantescos campos maduros, que já vinham apresentando declínio na sua produtividade depois de mais de duas décadas de exploração.

A preocupação da estatal brasileira em aumentar o fator de recuperação de seus campos (volume efetivo de petróleo que se extrai de uma jazida) é tão grande quanto a de agregar novas reservas para manter seu grau de reposição (IRR, Índice de Reposição de Reservas). Isso assegura a maior longevidade das suas operações.

No ano passado, por exemplo, para cada barril de óleo equivalente (boe, a soma de óleo e gás) extraído, foram agregados às reservas da Petrobras 2,4 boe, por causa não somente de novas descobertas que tiveram sua comercialidade declarada, como também de apropriações em campos existentes por meio de projetos de aumento de recuperação.

O que assegurou à petroleira brasileira um IRR de 240%. Com isso, a relação reserva/produção (R/P), que indica longevidade média dos campos da estatal, ficou em 19,2 anos. Um índice que a estatal vem conseguindo manter a um bom tempo.

Na realidade, a longevidade dos campos pode variar muito. Pesam nisso vários fatores, como o volume encontrado em uma reserva, o fator de recuperação (que pode ser bem diferente de campo para campo, na mesma bacia), a estrutura instalada (plataformas, sistemas subsea, poços de injeção de água) e a tecnologia disponível para produzir o hidrocarboneto in situ (isto é, o total de óleo e gás que há na rocha).

Ou seja, as diversas tecnologias que podem ser utilizadas na recuperação secundária e na avançada, que possibilitem a extração do maior volume possível de petróleo e gás de forma contínua e por mais tempo, elevando as reservas provadas e, consequentemente, expandindo a produção de petróleo e gás. Um esforço que vale a pena: um ponto percentual a mais de recuperação em campos gigantes pode representar alguns milhões de barris.

A maior parte fica no reservatório – O fator de recuperação de petróleo dos reservatórios da Petrobras gira entre 30% e 40%, enquanto a média mundial é de 30%. Mas há campos com índices não superiores a 10%. Abaixo disso, não teriam viabilidade econômica. Em cenários mais complexos, como águas ultraprofundas, sequer seria cogitado explorar um campo e arcar com os respectivos custos elevados para extrair apenas 10% da jazida (a menos que ela fosse efetivamente gigantesca). É bom lembrar que apenas o volume recuperável é considerado entre as reservas provadas da companhia.

De qualquer forma, com uma recuperação de 10% a 40%, volumes fabulosos de petróleo permanecem nos reservatórios. Poderão ser extraídos no futuro, com auxílio de novas tecnologias, aumentando a vida útil dos campos e, consequentemente, alongando o perfil da relação reserva/produção, tanto no Brasil como nos demais países produtores.

Um benchmark mundial, perseguido por todas as petroleiras do planeta, é o campo de Gullfaks, explorado pela estatal norueguesa StatoilHydro no Mar do Norte, que superou os 61% de fator de recuperação.

Transportando esse índice para os campos gigantes descobertos na costa brasileira, como o de Lula, com seus cinco a oito bilhões de barris, se esse volume estimado representar, por exemplo, um fator de recuperação de 40%, isso significaria reservas totais de 12,5 a 20 bilhões, ficando mais da metade no reservatório. Com um fator de recuperação de 60%, o volume das reservas apropriadas somente em Lula ficaria entre 7,5 e 12 bilhões de barris. Pensando de forma mais modesta, elevar em cinco pontos percentuais já agregaria mais de meio bilhão de barris às reservas.

Campos maduros – “Nessa indústria, até um por cento pode ser altamente significativo”, pondera Carlos Eugênio Melro Silva da Resurreição, gerente-geral de Reservas e Reservatórios da Engenharia de Produção da Petrobras. Com mais de três décadas de atuação na companhia, tendo ocupado diversos cargos, como o de gerente-geral da UN-BC (atual Unidade de Operação da Bacia de Campos, UO-BC), Resurreição sabe bem o quanto vale cada pequeno avanço na recuperação de petróleo e gás.


Boa parte é composta de campos já considerados maduros, mas que ainda despontam entre os maiores produtores brasileiros, como é o caso dos três campos do complexo Marlim e de Barracuda: eles figuram entre os primeiros seis do ranking da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

É em alguns deles que a Petrobras vem aplicando – e com sucesso – tecnologias e processos novos ou aprimorados por suas equipes operacionais e também de pesquisa. Uma prática que hoje faz parte do planejamento de negócios da estatal, a qual possui um grupo multidisciplinar de profissionais da companhia, incluindo especialistas do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), que se dedica a analisar, avaliar e aperfeiçoar continuamente tecnologias já conhecidas ou testar novas soluções.

Programas estratégicos – Para gerenciar melhor essas iniciativas e os investimentos que devem ser direcionados para a desafiadora tarefa de aumentar a produção de hidrocarbonetos, reduzindo custos e aumentando a produtividade dos campos, a estatal vem implementando tais ações com base em dois programas estratégicos: o de Revitalização de Campos com Alto Grau de Explotação (Recage), conduzido corporativamente na área de E&P da Petrobras, e o de Recuperação Avançada de Petróleo (Pravap), que é conduzido pelo Cenpes.

Programa tecnológico criado em 1990, o Pravap tinha como principal objetivo intensificar o desenvolvimento de tecnologias para aumentar a produtividade de campos de petróleo em declínio de produção. Em 1993, quando começou de fato a andar, possuía sete projetos em carteira, propostos pelas próprias unidades operativas da Petrobras, reunindo profissionais do centro de pesquisas e da área operacional da companhia, além de pesquisadores de universidades, institutos de pesquisa e outras organizações, do país e do exterior.

Reavaliada em 1997, essa carteira incorporou outros quatro projetos e, em 1999, mais dois projetos, sendo prorrogada até 2001. Essas reavaliações sempre estiveram alinhadas com as metas da Petrobras. A companhia acabou ampliando o escopo do programa. Além da recuperação avançada, desenvolve soluções com foco no aumento da explotação e no gerenciamento dos reservatórios, independentemente do seu estágio de maturidade.

Lançado em 2003, o Recage centra esforços para otimizar a produção de campos maduros, em terra ou no mar, que já atingiram o pico de produção e se encontram em fase de declínio. A meta do programa é buscar as mais modernas tecnologias para retardar ou mesmo reverter esse declínio.

Na época de sua criação, o programa abrangia cerca de 200 campos, que respondiam por algo em torno de 30% das reservas da estatal e mais de 60% da produção nacional. Números que se alteraram nos últimos sete anos e não mais são divulgados pela Petrobras, uma vez que mudou essa correlação entre reservas e produção. Isso se deve não somente às descobertas consolidadas nesse período, que podem mais do que dobrar as reservas, como também ao incremento da produção, incluindo a do pré-sal – que em setembro atingiu 135,0 mil boe/dia.

Resurreição e outros gerentes da empresa não detalham essas metas. No entanto, desde 2003 a empresa vem registrando o incremento de reservas com base nas metas estabelecidas no Recage. Na primeira fase, concluída em 2008, o fator de recuperação cresceu quatro pontos percentuais. Na segunda fase, que vai até 2012, a meta era elevar em sete pontos percentuais. Hoje eles evitam falar sobre esses números.


Revitalização – “Qual a grande vantagem da revitalização? É que você não precisa de novas instalações. Utiliza o que já está implantado, agregando novas tecnologias e processos para rejuvenescer o campo e prolongar sua longevidade”, explica Resurreição.

Ele enfatiza que revitalizar um campo não é só projeto. “Há toda uma filosofia no modo de administrar um campo novo, que muda quando ele se torna mais maduro. Portanto, não é só gerar projeto, é o modo como se trabalha com ele. E, com certeza, você vai gerar projetos a partir disso.”

O mais importante nessa iniciativa, segundo Resurreição, foi incorporar uma nova cultura, isto é, gerenciar um campo maduro de uma forma integrada e atuar no sentido de diminuir custos para garantir uma vida maior para ele. “Diminuir custos não é reduzir efetivamente custos, mas otimizá-los para se obter melhores resultados”, pondera.

Outro objetivo importante era identificar oportunidades para aumentar a recuperação de campos maduros. Dentro desse contexto, a Petrobras buscou também formas de utilizar a injeção de água, que é a tecnologia mais aplicada no mundo para aumentar a recuperação, mas de uma forma mais audaciosa, mais ousada.

“Usamos massivamente a injeção de água para aumentar a recuperação, mas tendo metas e volumes previamente estabelecidos”, explica ele. Isso porque, com o tempo, um campo maduro vai produzir mais água que óleo, inviabilizando a sua exploração. É quando as petroleiras partem para tecnologias alternativas, como gás lift e CO2, entre outras.



Projetos estruturantes – Resurreição observa que depois de um trabalho inicial em campos offshore, em uma segunda etapa, deflagrada em 2008, a Petrobras definiu três projetos estruturantes dentro do Recage. “O primeiro buscava criar referenciais internos de recuperação na Petrobras. Para isso fizemos um levantamento de todos os campos, onshore e offshore, classificando-os pelo seu grau de recuperação e de explotação”, explica.

Assim, em cada classe foi definido um referencial de recuperação coerente com as características do campo. “Estes referenciais nos possibilitam identificar problemas e buscar soluções. Por exemplo, se um campo classificado na faixa de recuperação de 40% não estiver apresentando esse resultado, é necessário saber por que isso não está sendo alcançado”, explica.

O outro projeto estruturante busca identificar possibilidades de reduzir o declínio de produção. “Buscamos formas de minimizar o declínio de um campo, buscando manter um equilíbrio entre o que está sendo extraído (petróleo) e o que está sendo injetado – e de novo demos foco na injeção de água.”

A terceira frente de ação é tecnológica. “Ou seja, identificar quais tecnologias deveriam ser implantadas em campos maduros para não somente reduzir o declínio como também apropriar mais reservas. É como se houvesse duas colunas: uma com foco no aumento do fator de recuperação e outra na redução de declínio. Tudo isso suportado por tecnologia, que pode ser existente, ou uma tecnologia a ser colocada”, complementa Resurreição.

“Enfim, são três projetos estruturantes que dão origem a uma série de ações a serem implementadas. Mas não dá para detalharmos um projeto específico”, afirma o gerente-geral de Reservas e Reservatórios da Engenharia de Produção da Petrobras.

Campos de testes – Ele reconhece que Marlim, o primeiro campo gigante da Petrobras em águas profundas a atingir a maturidade, vai ser usado como um grande piloto de testes de tecnologias do Recage, que poderão ser aplicadas depois em outros campos. O objetivo é minimizar o declínio e aumentar a longevidade desse campo que foi durante anos o maior produtor do país.

Resurreição não gosta de dar números, mas adianta, com certa reserva, que as ações dentro do Recage possibilitaram aumentar a recuperação entre 2% e 15%, de acordo com o tipo de campo. “Esta questão de incorporação de reservas depende muito do campo, mas podemos dizer que há um volume grande de óleo que poderá ser recuperado com novas tecnologias. Mas qualquer 1% de aumento é um valor substancial”, reafirma.

E reitera que a questão da filosofia de trabalho é fundamental. Além de tecnologias, é claro. “Hoje temos algumas tecnologias importantes sendo implantadas, como a sísmica”, afirmou. Há dois modos de usar a sísmica nesse gerenciamento do reservatório. Uma delas é a sísmica permanente, que está sendo implantada em Jubarte. Com sensores permanentes, é possível fazer aquisição periodicamente, interpretar os dados e ver como o reservatório está se comportando. Instalado desde o início de atividade em um campo, essa sísmica vai dar informações ao longo de toda a vida dele. “Podemos identificar oportunidades de um poço novo, tirar poço ou colocar mais um. Enfim, nos auxilia no próprio desenvolvimento do campo. Será possível aumentar o fator de recuperação de Jubarte mais rápido porque vamos poder identificar mais rapidamente as transformações ocorridas no campo”, afirmou.

Em Marlim, são realizadas campanhas periódicas de aquisição de dados sísmicos, para obtenção de informações. “Fizemos uma em 2005, outra no ano passado. A cada cinco anos vamos fazer uma campanha. O grande desafio destas aquisições periódicas é melhorar o processamento, ser mais ágil e ter o retrato do reservatório para identificar onde há água e óleo”, disse.

Aprimorando tecnologias – “Temos alguns sistemas interessantes. Quando se trabalha com injeção de água, principalmente em offshore, o grande gargalo é a movimentação da água (do poço até a plataforma, onde é tratada). Para atenuar isso, há uma tecnologia chamada MWI, que trata água no fundo e injeta de novo no reservatório. A outra é a separação submarina de água-óleo: o óleo sobe e a água é reinjetada. Esta tecnologia está sendo implementada em Marlim e vai ser um grande avanço da indústria do petróleo”, explica Resurreição.

Outra tecnologia é a Raw Water Injector (RWI), que é a injeção de água bruta nos poços: a água é coletada no fundo do mar, tratada para tirar os sólidos e injetada nos poços. “Ela já é usada em águas rasas lá fora, mas a Petrobras foi pioneira em utilizá-la em águas mais profundas. “Pegamos essa tecnologia e a aprimoramos para usar na Bacia de Campos



Os resultados de alguns projetos do Recage confirmam o acerto dessa iniciativa da Petrobras. No campo terrestre de Carmópolis, em Sergipe, descoberto em 1963, e que atingiu seu pico de produção em 1989, com 27 mil barris por dia, a estatal conseguiu minimizar o declínio e pretende, até o próximo ano, estabelecer um novo pico de produção, superior a 30 mil barris.

No mar, o primeiro resultado mais significativo já revelado pela petroleira brasileira foi obtido no campo de Guaricema, descoberto em 1968 na costa de Sergipe: suas reservas teriam sido elevadas em mais de 20%. Na Bacia de Campos, as ações do Recage já teriam ampliado em 30% as reservas estimadas originalmente para os campos pioneiros (e, portanto, maduros) de Enchova, Garoupa, Pampo e Namorado.
 
ESTUDOS PARA APLICAR MEOR
 
Com custo mais baixo e melhores resultados que a injeção de água, a recuperação melhorada do petróleo (Meor) é uma das soluções estudadas hoje pelo Cenpes, que aponta como desvantagens o fato de ser uma tecnologia embrionária, sobre a qual ainda há pouco entendimento dos mecanismos de recuperação, em razão até mesmo da sua rara aplicação pela indústria petrolífera.

Trata-se de uma tecnologia de recuperação terciária que utiliza micro-organismos ou produtos de seu metabolismo para a recuperação de óleo residual. Tais micro-organismos produzem polímeros e surfactantes que reduzem a tensão superficial óleo-rocha, fazendo com que o óleo se movimente com mais facilidade através dos poros da rocha. Os biossurfactantes auxiliam também na emulsificação e na quebra dos filmes de óleo das rochas.

O Cenpes estuda os mecanismos de recuperação do Meor, que se devem provavelmente aos múltiplos efeitos dos micro-organismos no reservatório e no próprio óleo, como a formação de gás e aumento da pressão; produção de ácido e degradação da matriz calcárea; redução na viscosidade do óleo e da tensão interfacial pela produção de biossurfactantes; produção de solventes; degradação de macromoléculas do óleo, resultando em diminuição da viscosidade; entre outros. 


PETROLEIRAS QUEREM EXTRAIR MAIS DE 50% DO ÓLEO RETIDO
 
Em terra e no mar o objetivo é sempre o mesmo: recuperar quantidades maiores do hidrocarboneto escondido no reservatório. A recuperação avançada de petróleo, até mesmo nos campos maduros, já em declínio, é uma prática cada vez mais disseminada pela indústria mundial, tanto em offshore como onshore.

No Brasil, várias tecnologias estão sendo utilizadas pela Petrobras, de acordo com as características de cada campo. Com o uso dessas tecnologias, o fator de recuperação dos campos poderá crescer de 1% a 5%. O sistema Raw Water Injection – RWI, de injeção submarina de água do mar no reservatório com o objetivo de aumentar a produção, foi a solução escolhida para o campo de Albacora, na Bacia de Campos.

A água captada por bombas instaladas no subsolo marinho é injetada diretamente em poços perfurados na área, sem precisar passar pela plataforma. Essa água precisa de um tratamento mínimo: ela passa por um filtro e pela bomba, recebe injeção de nitrato e segue para as árvores de natal molhadas (ANM) para injeção nos poços. Além de aumentar a produtividade do poço, essa solução usa um recurso disponível (água do mar), quando se trata de uma operação offshore.

Em terra firme, além da água (que dependendo do local terá um custo mais alto), a Petrobras também injeta vapor para aumentar a recuperação dos campos. A técnica tem dado bons resultados principalmente em reservatórios de óleo de alta viscosidade: o calor do vapor introduzido no reservatório aquece e reduz a viscosidade do óleo, otimizando a sua extração. Isso está sendo feito com sucesso em vários campos terrestres, como Fazenda Alegre, no Espírito Santo; Fazenda Belém, Estreito e Alto do Rodrigues, no Rio Grande do Norte.

O uso do gás também já foi amplamente utilizado, principalmente em áreas onde há óleo e gás, mas esse uso foi reduzido desde que o gás passou a ser visto como uma commodity valorizada.
No Recôncavo Baiano, os primeiros pilotos de injeção de CO2 mostraram resultados animadores, principalmente nos campos de óleo leve. Some-se a isso o forte apelo ambiental de reinjetar em um reservatório de petróleo o CO2 que seria lançado na atmosfera. A técnica poderá ser usada em áreas do pré-sal.

O fato é que essa técnica de rejuvenescimento vem ampliando a longevidade e a produtividade de campos maduros, como é o caso do quase cinquentenário campo de Carmópolis, na bacia de Sergipe-Alagoas. Com projetos de adensamento da malha e perfuração de novos poços, completação e estimulação de outros, e injeção de água (que pode até triplicar de volume), a empresa conseguiu aumentar a produção desse campo, que poderá apresentar um novo pico depois dos 50 anos.

Desafio global – Em geral, é possível extrair em torno de 8% do petróleo somente com a energia existente no reservatório – esses valores variam de 5% até 20%, dependendo das características de cada jazida. Esse volume pode chegar a 30% na recuperação secundária, com o auxílio de injeção de água, por exemplo.

A meta de toda a indústria é obter um fator de recuperação de mais de 50%. Se possível, 70%. O campo de Gullfaks, operado pela StatoilHydro e considerado benchmark quando se fala no assunto, está caminhando para esse ousado índice, com possibilidade de estender sua produção até 2030. A empresa norueguesa já chegou a 62% de recuperação desse campo, localizado sob as águas geladas do mar do Norte, utilizando diferentes técnicas, como a perfuração de novos poços horizontais multifraturados baseados na sísmica 4D e a injeção alternada de água e gás.

No Canadá, a EnCana, maior empresa petrolífera do país, vem obtendo excelentes resultados em terra firme, no campo de Weyburn, próximo à fronteira dos Estados Unidos. Descoberto em 1954, com uma estimativa de 1,4 bilhão de barris de petróleo in situ, o campo iniciou a produção no ano seguinte, alcançando 31,5 mil barris/dia em 1963, quando então teve de começar a injetar água para atingir seu pico, de 47,2 mil barris, em 1966. Daí em diante, foram 20 anos de declínio.

Em 1986, com uma produção de menos de 10 mil bpd, a EnCana furou mais poços verticais e horizontais, chegando até 22 mil bpd. Em 1998, a petroleira já havia produzido cerca de 330 milhões de barris de petróleo, ou seja, pouco mais de 23% do volume estimado do reservatório.

Decidida a ampliar esse fator de recuperação, viu uma possibilidade no outro lado da fronteira: utilizar o CO2 gerado pela usina da Great Plains Synfuels, próximo a Beulah, Dakota do Norte, que desde 1984 produz metano (CH4) obtido de carvão. Contudo, além de uma produção diária de 3.050 toneladas de GNS (gás natural sintético), a usina gera também 13 mil toneladas de gás residual, 96% dos quais de CO2.

O problema ambiental se transformou em uma oportunidade de recuperação avançada para a EnCana: desde 2000, esses gases residuais são transportados até Weyburn por uma tubulação de 330 km e o CO2 em alta pressão é bombeado para poços de injeção, ajudando o petróleo a fluir em direção a uma centena e meia de poços produtores ativos. Com isso, a expectativa da petroleira canadense é produzir mais 130 milhões de barris de petróleo, aumentando em mais 25 anos a longevidade desse campo.

Hoje, até mesmo no Oriente Médio, onde um incremento de 1% no fator de recuperação poderia significar bilhões de barris, a recuperação avançada é discutida, uma vez que acabaram os tempos de óleo fácil. Várias companhias da região já começaram a testar técnicas mais novas e caras que a injeção de água e gás para aumentar o fator de recuperação de campos que já dão sinais de envelhecimento.

A injeção de polímeros está sendo usada pela Petroleum Development Oman em seu campo de Marmul, descoberto em 1956, com a expectativa de aumentar em 30% a recuperação do óleo pesado existente no reservatório.

Com 34% de participação na petroleira de Omã, a anglo-holandesa Shell participa desse projeto, que injeta cerca de 100 mil barris de solução de polímero por dia desde 2010.

A francesa Total também faz testes na região: com injeções de gás e outras técnicas, incluindo água, a empresa ampliou em mais de 15% o potencial previsto nos planos de desenvolvimento do campo de ABK em Abu Dabi. A petroleira francesa também avalia técnicas relativamente novas, como o dióxido de carbono, que pode dar um ganho de até 8% no fator de recuperação do óleo existente nesse reservatório. Ou seja: a ideia é ampliar a produção nos campos que vêm abastecendo a humanidade há mais de quatro décadas. 


Abraços a Todos!
Luiz Henrique
luizhenrique_99@yahoo.com

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Auxilio a Pesquisas.

Senhores,

Quem estiver fazendo pesquisas, ou interessado em começar, nestes assuntos abaixo, façam contato diretamente com os Chefes de departamentos de pesquisa da Universidade do Texas, Escola de Petróleo (Cockrell), considerada, recentemente, como a melhor do mundo.

Matthew Balhoff
balhoff@mail.utexas.edu
Pore scale and multiscale modeling; flow and transport in porous media; and reservoir engineering
J. Eric Bickel (joint with Mechanical Engineering)
ebickel@mail.utexas.edu
Decision and risk analysis, uncertainty quantification, value of information.
Paul Bommer
pmbommer@mail.utexas.edu
Reservoir evaluation; enhanced recovery design backed by years of drilling and production practice
Steven L. Bryant
Steven_Bryant@mail.utexas.edu
Petrophysics; reactive flow and transport; the relationship between microstructure and macroscopic properties of granular media; applications of large-scale computing
Ben H. Caudle (emeritus)
bcaudle@mail.utexas.edu
Reservoir engineering; waterflooding; secondary and enhanced oil recovery
Mojdeh Delshad
delshad@mail.utexas.edu
Enhanced oil recovery; reservoir engineering; simulation and groundwater modeling and remediation.
David DiCarlo
dicarlo@mail.utexas.edu
Fluid flow; pore-scale physics; preferential and compositional displacements; gas injection processes
K. E. Gray
ken_gray@mail.utexas.edu
Drilling and rock mechanics; wellbore mechanics; reservoir engineering; transient fluid flow; fracture mechanics; horizontal wells
Gale Greenleaf
greenleaf@mail.utexas.edu
Technical writing and communication
Chun Huh
chunhuh@mail.utexas.edu
Enhanced oil recovery processes, with particular emphasis on process modeling; the use of polymers to enhance oil recovery.
Larry W. Lake
larry_lake@mail.utexas.edu
Enhanced oil recovery; reservoir engineering; reservoir characterization; geochemical modeling; simulation
Krishan A. Malik (adjunct professor)
kmalik@mail.utexas.edu
Reservoir and economic evaluation; energy economics and policy; oil and gas finance; petroleum and structural geology
Kishore K. Mohanty
mohanty@mail.utexas.edu
Transport of simple and complex fluids in complex microstructured materials for applications in energy, environment and biotechnology
Quoc P. Nguyen
quoc_p_nguyen@mail.utexas.edu
Chemical enhanced oil recovery; conformance control technology; stimulated hydrocarbon production; thermal and chemical conversion of tar sand and oil shale; functionalized nanoparticles for subsurface applications
Jon E. Olson
jolson@mail.utexas.edu
Naturally fractured reservoirs; rock mechanics; hydraulic fracturing; structural geology; GPS applications in petroleum and geosystems engineering
Tadeusz W. Patzek
patzek@mail.utexas.edu
Reservoir characterization; enhanced oil recovery; alternative energies
Ekwere J. Peters(retired)
ejpeters@mail.utexas.edu
Fluid flow in porous media; field operations; petrophysics; reservoir engineering
Augusto L. Podio (retired)
apodio@mail.utexas.edu
Well control and drilling optimization; computer-based production systems; multiphase flow; beam pumping optimization
Gary A. Pope
gpope@mail.utexas.edu
Enhanced oil recovery; reservoir engineering; fluid flow in porous media; numerical simulation; phase behavior and fluid properties; water soluble polymers; surfactants; surfactant enhanced aquifer remediation; characterization of NAPLs in groundwater; use of tracers for characterization of aquifers
Maša Prodanović
masha@ices.utexas.edu
Multiphase flow in heterogeneous porous media; porous media characterization; level set method, image analysis; sediment mechanics/fracturing and ferrohydrodynamics.
Robert S. Schechter (emeritus)
rsschechter@mail.utexas.edu
Enhanced oil recovery; surface chemistry; properties of surfactants in solution; oil-well stimulation
Kamy Sepehrnoori
kamys@mail.utexas.edu
Simulation of enhanced oil recovery; computational methods; vector and parallel computations; applied mathematics; subsurface remediation modeling; data bases
Mukul M. Sharma
msharma@mail.utexas.edu
Formation damage; petrophysics; fluid flow in porous media
Sanjay Srinivasan
ssriniva@mail.utexas.edu
Reservoir engineering, flow modeling.
Carlos Torres-Verdin
cverdin@uts.cc.utexas.edu
Petrophysics, formation evaluation, geophysics
Eric van Oort
vanoort@austin.utexas.edu
Drilling, drilling fluids, borehole stability
Willem C. J. van Rensburg (retired)
vanrensburg@mail.utexas.edu
Mineral and energy economics; synthetic fuels; coal and lignite exploration
Mary F. Wheeler (joint with Aerospace Engineering and Engineering Mechanics)
mfw@ices.utexas.edu
Numerical solutions of partial differential systems with applications to flow in porous media and parallel computation
 
Abraços a Todos!
 
Luiz Henrique
luizhenrique_99@yahoo.com

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Engenheiros de Petróleo X Engenheiros Mecânicos!

Senhores,

Postagem Antiga, porém, ainda, muito interessante e esclarecedora!

Meus alunos do Curso de Operações de Sonda para Engenheiros, vamos discutir, este assunto, em sala de aula.

20/12/2010

Engenheiros Mecânicos X Engenheiros de Petróleo


Como todos vocês já sabem há poucos dias saiu o edital do concurso da Petrobras e por mais um ano seguido não há um cargo específico para engenheiros de petróleo, sem falar que os cursos tecnológicos novamente, não foram contemplados no edital.

A questão do curso tecnólogico já foi abordada em um post anterior, para ler clique aqui. Hoje eu quero tratar de outro assunto. Por que grande parte das empresas preferem engenheiros mecânicos a engenheiros de petróleo?

Apesar da graduação em engenharia de petróleo ser relativamente nova, tudo começou através da UENF, muitas empresas ainda optam por não contratar engenheiros de petróleo, mesmo com instituições de ponta como UFRJ, PUC-Rio, UFF, UFPEL, UFES, UFCG já possuirem o curso de graduação.

Grande parte dos engenheiros que estão no mercado hoje cursaram uma das três engenharias bases (civil, elétrica e mecânica) e ainda considerada por muitos as únicas engenharias. No entanto por  uma questão de necessidade de mercado, acabaram-se criando outros cursos, como engenharia de computação (elétrica + informática), controle e automação (mecânica + elétrica), petróleo ( mecânica + civil + química) e outra mais.

Muitos pensam que o problema é somente uma questão de aceitação por parte das empresas, porém não é assim que funciona. Nas principais companhias, os recrutadores são engenheiros que já atuaram no campo, portanto são formados nas engenharias bases e na hora de escolher um candidato, a empresa dará preferência a um curso que possui mais tradição, sem falar no fato que os candidatos formados pelas  três principais engenharias saem da universidade com uma base melhor de disciplinas essenciais para qualquer engenheiro.

Engenharia de Petróleo X Engenharia Mecânica
Nada melhor do que exemplificar com uma comparação entre engenharia mecânica e engenharia de petróleo.
Em grande parte das universidades o ciclo básico é idêntico, porém o que torna o profissional engenheiro não é o ciclo básico e sim as disciplinas do ciclo profissional, diga-se de passagem que existe um grande questionamento se engenharia de produção, realmente, é engenharia.

O conhecimento de mecânica dos sólidos, comportamento dos materiais, mecânica dos fluidos, transmissão de calor é mais exigido em engenharia mecânica do que em qualquer outra engenharia e se pensar bem, são disciplinas importantes para engenheiros de petróleo também.

Reflita agora sobre outra disciplina, engenharia de poços. Uma matéria de engenharia petróleo que é basicamente mecânica dos sólidos aplicada a poços de petróleo. Cálculos de estabilidade, geopressões, sobrecarga, estados de tensões, tudo isso é visto em engenharia mecânica, porém não com a mesma aplicação.

Até que ponto é viável realizar uma engenharia de petróleo?
As empresas de petróleo dão preferência a engenheiros mecânicos, sem falar do leque de outras oportunidades para engenheiros mecânicos como área automobilistica, metalurgia, naval, aeronaútica e muitas outras.
Para não se arrepender é importante que se defina o quanto antes que área pretende se especializar, poços, reservatórios ou produção. Independentemente de qual escolher, esse precisa ser o seu foco para os próximos anos. Definido isso, invista em cursos de aperfeiçoamento, softwares específicos e tente conhecer um profissional experiente dessa área, ele pode ser um ótimo mentor e indicar o caminho das pedras para você.


Futuro incerto?
Se algum dia qualquer engenheiro de petróleo decidir sair da área ou então se a indústria não for  tão rentável por motivos econômicos, ambientais ou políticos. Que alternativas esses profissionais têm? O curso é muito específico!

Muitos estudantes estão se formando e ainda não tiveram oportunidade no mercado de trabalho, se agora que o mercado está aquecido há dificuldades de encontrar emprego, o que dirá daqui alguns anos. Por mais que o mercado se aqueça, haverá mais profissionais disputando as vagas.

Aproveitem o final de ano para fazer um planejamento sobre sua carreira e decidir quais serão as mudanças para 2011. Realizar uma planejamento de carreira e definir quais serão seus planos a curto, médio e longo prazo, podem diminuir os arrependimentos no futuro.

53 comentários:

  1. Boa meu garoto! Gostei do post, bem esclarecedor!
    Mais uma vez parabéns!

    Um abração
    Responder
  2. Companheiro,

    Acredito que você está um pouco enganado, procure mais informações sobre a demanda do mercado.

    Não tenho visto dificuldade para uma colocação no mercado de trabalho para os engenheiros de petróleo formados em universidades de ponta como UENF, UNIFEI, UFRJ, UNICAMP e algumas outras.

    Acredito que os engenheiros de outras áreas que estão entrando para trabalhar com petróleo seja pela grande demanda e não uma preferência do mercado.

    O caso da Petrobras é mais específico, uma vez que vc praticamente não encontra eng. de petróleo dentro da Petrobras, então quem abre as vagas são eng. mecânicos, civis e elétricos que felizmente ou infelizmente são corporativistas.

    E isto (corporativismo, gerente da tal faculdade contrata aluno da msm faculdade) é comum em quase todas as empresas, é a vida...

    Boa sorte e feliz 2011 para todos!
    Responder
  3. Rhamany, ótimo post.

    Antes de prestar vestibular eu pensei bastante sobre essa questão, petróleo x mecânica. Hoje faço engenharia mecânica por ter chegado a conclusão que tal engenharia tem o leque mais aberto.
    Concordo fortemente ctg no que se refere às semelhanças e particularidades de cada curso. O estudante de engenharia mecânica que por ventura seguir na área de reservatórios já terá mais dificuldade que aquele que cursou engenharia de petróleo, pois na grade da mecânica não tem muita química. Ao passo que para a área subsea, os mecânicos terão mais facilidade, pelo conhecimento em hidráulica e pneumática, por exemplo.
    Mas esses são só poucos exemplos...

    Vale ressaltar que a OGX só contrata engenheiros de petróleo (ou com especialização em petróleo). E o perfil da empresa requer essa demanda, pois é uma empresa mais enxuta cujo foco e o processo de E&P.

    A área de petróleo não consiste somente na perfuração do poço e o tratamento do reservatório. Numa plataforma de petróleo, há condensadores, expansores, compressores, turbinas, trocadores de calor, instrumentos de medição de vazão, temperatura, nível e pressão... e muito, muito mais! E não só o engenheiro mecânico é responsável por tudo isso, também há os elétricos (como citado no post). Lembro da palestra esclarecedora do engenheiro Valdir Pessoa, Diretor da Modec, quando o mesmo disse: "Gente, uma plataforma é uma refinaria flutuante...", partindo desse princípio, a engenharia de petróleo em si diz respeito a menor parte (porém vital) do processo de obtenção de petróleo. Acredito o porquê da demanda ser maior por engenheiros mecânicos.

    Um abraço leitores.

    P
    Responder
  4. Anônimo, A UNIFEI não tem engenharia de petróleo.

    Valeu
    Responder
  5. Anômino,
    Tem certeza que você não vê?!
    Até mesmo o fundador da Radix Engenharia, Luiz Rubião, disse que ficou espantado quando esteve na UFRJ (SPEtro 2010) e os alunos disseram que estavam com dificuldades de conseguir estágio.
    Eu vejo colegas na PUC-Rio que irão se formar no próximo período, sem ter realizado estágio.

    Agora digamos que todos os alunos das universidades de ponta estejam todos empregados. Os alunos de outras universidades? Como é que eles ficam? Investiram no curso e quando chegaram ao final viram que não era essa beleza toda.
    Responder
  6. Anônimo,
    Corporativismo é semelhante a indicação. Podemos reclamar, dizer que não é correto, mas no final a gente sempre sabe que continuará existindo.

    ------
    Marlon,
    Você falou muito bem.
    Mas preciso corrigir você. Não precisa se preocupar com a parte de química em disciplinas de reservatórios.

    Reservatórios é uma disciplina mais para fazer os cálculos e estimativas de óleo, água, gás. Além de realizar simulações e aprender a fazer a projeção de um campo por completo(exemplo: quantos poços injetores, produtores deverão ser instalados para ter uma recuperação X).

    Você como engenheiro mecânico estaria em pé de igualdade como qualquer outra engenharia. A disciplina mais importante dentro de Engenharia de Petróleo é justamente, Reservatórios, porque esse é o diferencial dos engenheiros e é justamente isso é o foco nas disciplinas de pós-graduação em engenharia de petróleo.

    MODEC, Tecnhip, Subsea 7, Aker e até pouco tempo Weatherford são algumas das empresas que não aceitavam engenheiros de petróleo.

    Subsea 7 eu até compreendo, pois não há muitas aplicações para engenheiros de petróleo, mas as outras empresas não contrata porque não fazem questão mesmo.

    Abraços a todos e continuem comentando.
    Responder
  7. Rhamany, eu estava esperando essa correção. Valeu.

    "mas as outras empresas não contrata porque não fazem questão mesmo." Será que é tão forte assim?
    Responder
  8. Marlon,
    Talvez seja por desconhecimento do curso, talvez porque não tiveram uma experiência positiva antes com engenheiros de petróleo.
    A gente nunca sabe ao certo.
    Porém é difícil de entender porque é dada preferência para profissionais de outras engenharias, se talvez um engenheiro de petróleo tenha capacidade de exercer a mesma função e não é contemplado nem mesmo no processo seletivo.
    O pior de tudo que as faculdades realizam eventos, as empresas oferecem patrocínio, palestrante, minicursos e no final dizem que engenheiros de petróleo ainda não entra no processo seletivo.
    Responder
  9. Senhores,
    Esta discussão é saudável, bem-vinda e, muito, esclarecedora!

    Tenho algumas considerações a fazer:
    As empresas citadas que não contratam Eng. de Petróleo, MODEC, Tecnhip, Subsea 7, Aker, etc, é, somente, devido ao fato que o(s) poço(s) não são delas, isto é, não é de suas responsabilidades. Estas, apenas, têm de fazer a produção! E, ai, entra a operação dos equipamentos mecânicos, elétricos, automação, etc., o que não tem nada a ver com engenharia de petróleo.

    Mas, uma vez que elas obtenham poços produtores, tenham certeza, que os primeiros a serem contratado, mesmo antes da aquisição dos campos, serão os engenheiros de Petróleo.

    Na empresa em que trabalho, se contratou um engenheiro de petróleo (fora daquele anuncio publicado aqui no blog e em outros e salário em torno de R$ 8.000,00) para reforçar a equipe de outros engenheiros de petróleo porque mais campos foram adquiridos e/ou entraram em operação. Este profissional vai lidar, principalmente, com as intervenções de sonda para recuperação primaria e secundaria, visto que todos são campos maduros.

    E, podem ter certeza, alem da arvore de natal, molhada ou seca, os engenheiros mecânicos, sempre, darão as cartas, se tiver especialização em petróleo e gás melhor ainda. (meu caso).

    Abraços e espero ter dado uma visão realística do mercado e continuem opinando.
    Responder
  10. Caros amigos!
    Ótimo post! Sei que muitas pessoas ficaram um pouco constrangidas, mas isso não é só a opinião do autor do pôster mas a tradução do comportamento geral das empresa!
    Somente pra esclarecer, a UNICAMP não tem formação em engenheiro do petróleo, somente pós graduação em Ciências e Engenharia de Petróleo. Esse curso de pós graduação, com níveis de mestrado e doutorado é oferecido na Faculdade de Engenharia Mecânica!
    Não vejo a necessidade de graduação em engenheiro de petróleo, mas para que deseja atuar na área, uma especialização é fundamental.
    Não tenho a intensão de ofender os engenheiros de petróleo, somente expor minha opinião para orientar os leitores que ainda não decidiram que curso fazer! Talves um curso mais flexível seja melhor! (minha opinião)
    Abraço a todos, feliz 2011!
    Responder
  11. As empresas consideram eng. mecânico mais completo do que eng. de petróleo. Fazer o q?
    Paciência!
    Responder
  12. Não sou do petróleo, sou da química, mas acompanho o site e acho muito bom!

    Achei o artigo interessante, mas acho que pecou quando se referiu de forma preconceituosa e pejorativa à engenharia de produção.
    Gente, ela otimiza e cria diversos processos, então é sim engenharia. Um engenheiro de produção pode dar um super up em um projeto!

    Acredito que no mercado de trabalho existe sim preconceito com cursos novos, como a eng. de petróleo; com o tempo isso diminui.

    Agora, pra terminar, os engenheiros de petróleo sofrem preconceito com a sua engenharia. Portanto (além das questões éticas), não é lógico se referir com preconceito à uma outra engenharia.

    Um Abraço,
    Marcelo.
    Responder
  13. Marcelo,

    De jeito maneira eu quis ser preconceituoso ou menosprezar os engenheiros de produção. Também não jugo que seja um curso mais fácil.
    A engenharia de produção tem um papel fundamental em todas as indústrias, otimizando vários processos, como você mesmo disse. Entretanto, na minha opinião, otimizar um processo não caracteriza "engenharia".

    Ninguém pode ser considerado engenheiro de alguma coisa, só por ter cursado as disciplinas do ciclo básico. Depois de passada essas disciplinas, o aluno tem mais matérias de administração, economia, marketing, logística. É um profissional com uma visão muito abrangente que pode trabalhar nos mais variados setores, porém isso ainda não caracteriza um "engenheiro" na conceito básico da palavra.

    Eu não acredito que os engenheiros de produção ligam para o fato de muito se discutir se é ou não engenharia. Eles ganham tanto ou melhor que muitas outras engenharias.
    Responder
  14. desculpem me intrometer na conversa de vocês, mas a parte técnica da engenharia de produção não esta em administraçao/marketing. Isso só acontece se o curso for de má qualidade.
    O ponto nevralgico da engenharia de produçao está em estatística e na pesquisa operacional.Essas materias tem uma carga horária maior do que nas engenharias técnicas e são cobradas com mais rigor.
    Quanto ao fato de não se projetar nada muito concreto, isso desqualificaria o engenheiro de sistemas computacionais - o engenheiro de computaçao com enfase em software- que projeta softwares bastante complexos, visando a intereção homem máquina. portanto quem faz projetos abstratos também é engenheiro.
    Mais um mito existente é o fato de um engenheiro de produção ser um "administrado com crea". Na verdade todo engenheiro é de certa forma um administrador .

    Um abraço e sucesso em suas carreiras
    Responder
  15. Primeiramente,parabéns ao autor pelo tema do post!!
    Sou formado como Tecnólogo em Petróleo e Gás e estou cursando Engenharia de Petróleo.
    Tenho notado a falta de oportunidades no mercado de trabalho para Engenheiros de Petróleo. Digo isso baseado na realidade de alguns amigos já formados.
    Enfim, gostaria da opnião de vcs, qual das engenharias seria mais indicada pra mim, que quero trabalhar na área de perfuração de poços.
    Responder
  16. Em hipótese alguma será permitido comentários contendos palavras de baixo calão e comentários ofensivos!
    Responder
  17. Gostei do artigo e da maioria dos comentários postados; de bom nível.
    Responder
  18. Bem, primeiramente parabens pelos post ao autor!
    Bem, eu iria fazer o curso de petóleo, mas estou vendo que o leque ainda está bem fechado para a área de engenheiro de petróleo. Não vou cursar em uma faculdade bem graduada, UBM, UNIVERSIDADE DE BARRA MANSA! Mas é a que eu posso!
    Pelos posts fiz a escolha por engenharia mecânica, em todo caso, depois eu posso fazer uma pós em petróleo, e sem falar que tem varias empresas perto da minha cidade como Peugeot, Volkswagen, entre outras. Espero ter feito a escolha certa. Obragado a todos e um bom ano de 2011, com muito emprego se Deus quiser!
    Responder
  19. Não vamos esquecer dos Engenheiros Químicos!!
    Responder
  20. Gostaria de deixar meu comentário em relação ao conteudo do texto. Meu nome é Guilherme sou engenheiro de campo da Schlumberger, formado em Engenharia de Produção Mecânica pela UNIFEI-Universidade Federal de Itajubá. Vamos começar por uma parte do texto que diz: "diga-se de passagem que engenharia de produção não é engenharia". Não posso responder por outras universidades, mas na UNIFEI o engenheiro de produção mecânica pode assinar as mesmas atribuições técnicas de um engenheiro mecânico segundo consta em nosso CREA, pois as duas engenharias possuem as mesmas bases técnicas. Não vou entrar em detalhes, pois as grades curriculares dos cursos estão disponíveis publicamente no site da Universidade. Um texto que quer discutir a discriminação da engenharia de petroleo no mercado, no qual o autor discrimina outra engenharia não pode ser tratado com respeito perdendo a sua credibilidade. A realidade que tenho visto no mercado de petróleo no qual estou inserido, é que as empresas procuram contratar profissionais de universidades de primeira linha, com conhecimento em línguas, experiência internacional e perfil para a vaga. Não adianta fazer um curso em uma instituição com pouca credibilidade no mercado e achar que será contratado por uma multinacional apenas pelo fato de ter um título de engenheiro...O Brasil está vivendo uma fase onde ensino superior virou um grande mercado. O conselho que eu posso dar aqueles que querem construir uma carreira na área de engenharia, é que comecem pela escolha de onde estudar, pois muitas empresas ja começam a selecionar os currículos por este ítem.Em universidades top de linha você terá a oportunidade de desenvolver projetos científicos na área, terá a oportunidade de fazer contatos com ex-alunos que poderão passar um poucas das experiências vividas e assim traçar seu plano de carreira e até mesmo fazer uma parte de seu curso de graduação em uma universidade no exterior atrvés dos convênios estabelecidos entre elas. Essa sim é a realidade que conheço atuando na área de petróleo. Antes que alguém diga alguma coisa já vou me defendendo. Na minha opnião essa universidade top de linha não precisa ser uma federal, existem muitas universidades particulares responsáveis, tais como PUC, FEI, tenho visto muitos engenheiros em Macaé vindos da UVV, dentre muitas outras.

    Atenciosamente,

    Guilherme
    Responder
  21. Na minha visão, se alguém ainda considera apenas como engenharias, os campos de civil, mecânica e elétrica, só tenho a lamentar pela tamanha ignorância desse indivíduo. Além dessas, as demais engenharias (química, metalúrgica, produção, petróleo, materiais, etc.) também devem ser tratadas como tal, e se alguém considera uma delas específica demais ou não, isso não importa, pois o que deve ser levado em conta é o papel que cada uma delas tem no desenvolvimento tecnológico do mundo.
    No caso específico do campo de petróleo, ao contrário do que foi dito na matéria, a maioria dos engenheiros de petróleo da Petrobras que conheço, são engenheiros químicos de formação. Entretanto, não posso afirmar se essa ou outra engenharia é à base de formação da maioria dos engenheiros de petróleo. Fazer tal afirmação seria uma atitude leviana de minha parte, essa resposta só poderia ser dada pela própria Petrobras, através de uma análise estatística envolvendo a formação dos engenheiros que estão ingressando no curso de formação de engenheiro de petróleo ministrado pela Universidade Petrobras, localizada na cidade de Salvador-Ba.
    Outro ponto que discordo do artigo é quando o autor diz que: “...comportamento dos materiais, mecânica dos fluidos, transmissão de calor é mais exigido em engenharia mecânica do que em qualquer outra engenharia...”, neste caso não sei o grau de exigência dessas disciplinas em outras engenharias, mas posso garantir como engenheiro químico, que essas disciplinas são obrigatórias no curso de engenharia química. No caso de mecânica dos fluidos e transmissão de calor, essas disciplinas que descrevem fenômenos importantes que ocorrem nos processos de transformações químicos, assim como nos fenômenos envolvendo o transporte da matéria (esteja ela no estado sólido, líquido, gasoso ou multifásica).
    No caso de materiais, o autor esqueceu que para um engenheiro químico e de materiais, essa disciplina tem a mesma importância para esses profissionais, da mesma forma que a tem para o engenheiro mecânico. Isso sem falar da importância que a mesma tem para o engenheiro metalúrgico, civil, etc.. Aliás, vale lembrar aqui que pesquisas envolvendo a área de materiais, têm mais engenheiros químicos e de materiais, além de físicos e químicos, do que engenheiros mecânicos. Como sugestão, aconselho que fosse acessado com mais freqüência o site www.inovacaotecnologica.com.br e verificar ao final da leitura de cada artigo na área de nanotecnologia e/ou materiais, as especialidades da engenharia mais atuantes nessas áreas. Essas engenharias desenvolvem desde materiais usados na fabricação dos superprocessadores, TV’s de LCD's e LED's até as brocas usadas na perfuração de poços de petróleo.
    Antes de fazer qualquer afirmação sobre essa ou aquela engenharia é preciso conhecer pelo menos um pouco da história e do papel de cada uma delas. Infelizmente aqui no Brasil ainda temos que conviver com visões preconceituosas como essas, porém em países mais desenvolvidos, a engenharia, independente de sua especialização é muito valorizada.
    Responder
  22. o assunto é muito bem abordado, primeiramente parabéns!

    Bom no meu ponto de vista, através de videos, entrevistas, muita pesquisa, decidi trocar medicina por engenharia de petróleo e gás. A área petrolífera esta necessitando cada vez mais de profissionais especializados, porém não a muitos profissionais brasileiros especializados, então contratam ou a mão de obra extrangeira, ou engenheiros tradicionais (elétricos, mecânicos e civis) mas percebo que isso se deve mais por falta de profissionais qualificados; ora, é a mesma coisa que você querer contratar alguém para cuidar de seus filhos; você pode decidir entre um professor (tem mais conhecimentos e blá blá) ou uma babá (não tem tantos conhecimentos gerais porém é específica na área, saberia cuidar mt melhor que uma professora) Não deixaria de fazer eng. de petróleo por conta dessa "preferência" até pq o que diferencia tb o profissional é sua competência, o que em empresas privadas é de extrema importância; creio que engenheiros de petróleo não vão deixar de trabalhar, ou de ter oportunidades por conta que engenheiros mecânicos estão "tomando seu lugar"

    Adorei o tema abordado,porém , na minha opinião, a engenharia de petróleo e gás é a profissão sim do futuro, antes um conhecimento especifico em uma área especifica do que um conhecimento "geral básico" em uma área especifica.
    Responder
  23. Primeiramente ,parabéns para todos ...Bom nivél e
    ótimos comentário , " á discussão certamente acaba esclarecendo muitas duvidas em uma área especifica !"
    Abraços e sucessos a todos ...
    Responder
  24. Fala pessoal... primeiramente quero parabenizar pelo debate em alto nível... várias coisas que queria dizer ja foi dito por alguns colegas acima... mas venho através deste debate esclarecer algumas coisas que se faz necessário... primeiro que falar que a Engenharia propriamente dita são as clássicas (Elétrica, Mecânica ou Cívil) é algo extremamente atrasado, e isso veio a se confirmar com o surgimento de novas áreas neste ramo, como Engenharia da Computação, Engenhária de Produção, Engenharia Metalurgica, dentre várias outras. Lembre-se que um Engenherio Cívil não pode atuar como um Engenheiro Elétrico, assim como um Engenheiro Mecânico não tem a miníma competência para atuar no ramo da computação(não teve as disciplinas especificas deste curso), logo, diante deste gigantesco mundo da engenharia, criou-se e continuará a ser criado o que várias pessoas chamam de cursos de "Engenharia Especifica". Estou a um passo pra me formar em Engenharia de Petróleo e Gás, e posso afirmar que tenho encontrado bastante oportunidades de estágio pro meu curso. Hoje estou estagiando no setor de Segurança do Trabalho numa empresa Multinacional(pretendo me especializar nesta área), e o que tenho observado é que muito dos estudantes não possuem um nível de inglês avançado e nem tão pouco fluente... mas analisando friamente, se muito dessas empresas do ramo O&G são Multinacionais, fica complicado uma colocação no mercado de trabalho sem alguns elementos fundamentais (inglês, informática, etc e tal). Creio que seja necessário a atualização quanto a este assunto, pois o mundo estar em um ciclo de mudanças contínuas, e querer "centralizar" seja lá o que for, é algo extremamente retrógado!!!
    Responder
  25. Julgar engenharia de petróleo como civil + mecanica + quimica, foi o fundo do poço. O profissional saber onde está perfurando, e o que tem que fazer, isso é engenharia de petróleo. Um engenheiro de petroleo construir um carro, levantar um predio, ou fazer um remédio, isto não é engenharia de petroleo.
    E outra, engenharia mecatrônica que é mecanica + elétrica, engenharia de controle e automação é mecanica + eletrica + computação + controle.
    E o mercado é tendencioso, um engenheiro mecanico, se puder ganhar mais trabalhando no setor petrolífero, é claro que ele trabalhará.
    Responder
  26. Por isso que eu prefiro minha engenharia de controle e automação, junta tudo, tirando a gasolina, que a gente faz. E se quizer que a gente faça gasolina, a gente projeta um robo pra fazer!
    Responder
  27. Thiago V. MendonçaSexta-feira, Abril 22, 2011
    Ao Gui. e todos partipantes...
    Quanto a escolha da faculdade, concordo que as empresas selecionam demais os candidatos pela instituição, mas vale ressaltar que o que conta é o desempenho pessoal da própria pessoal em buscar meios de estudos muito mais além do que é passado. Acredito que não exista ninguém melhor que ninguém, mas sim, mais dedicado e esforçado.
    Pretendo fazer Eng. de Petróleo na Uni Santa Cecília de Santos. O que vcs acham desta Faculdade?
    Abraços

    Thiago V. Mendonça
    Responder
  28. Um robô pra fazer gasolina? bem interessante e seria viável? Porque uma refinaria não é barata! Será que processaria a mesma quantidade? Ou precisaria de um exercito de robôs?

    OBS: brincadeira.. acho que cada um tem seu ponto de vista.

    Sou Engenheiro de Petróleo recém formado pelo Centro Universitário Vila Velha - UVV e participei de várias palestras e oportunidades de seleção de alunos, dentro da instituição, empresas como: Schlumberger, Weatherford, Baker Hughes e várias outras... acho que cada engenharia tem suas atribuições, em grande parte bem parecida, a base do engenheiro é saber de tudo um pouco, seja elétrica, mecânica, computacional e etc..

    Em relação ao TEXTO, eu tenho minha opinião, não trocaria minha ENGENHARIA DE PETRÓLEO pela engenharia mecânica, mais sim pretendo ter uma especialização mecânica, assim acrescentando atributos a minha formação.

    Bem vi em alguns comentários que o que diferencia a Eng de Petróleo é o conhecimento de reservatório, bem creio que tem muita coisa além disso, vamos lá...

    - Controle de poço ?
    - Completação ?
    - Avaliação das Formações?
    - Eng de Reservatório
    - Laboratório de Rochas e Fluidos.
    - REFINO
    - Engenharia de Gás
    - Fluidos de Perfuração

    etc...... tem N matérias especificas que da a qualidade do engenheiro de petróleo, dentre elas o eng de petróleo.

    Cada engenharia tem seu papel na sociedade, e no crescimento global, acho que nao deveriamos desmerecer nenhum tipo de engenheiro, pois afinal, o ramo petrolifero necessita de engenheiros é só estar qualificado.

    Saudações.
    Responder
  29. Acho que o autor do texo foi preconceituoso com relação a Eng. de Produção, acho que os Eng. de Petróleo não admitem que o mercado está crescendo mais para a Eng. de Produção, portanto a discriminação é na realidade um grande erro, porque Engenharia de Produção sempre foi e sempre será considerada Engenharia como todas as outras, indeperndente de comentários pífios, por que em todos os concursos da PETROBRÁS e em todos os concursos que envolvam ENGENHARIA "SEMPRE" há muitas vagas para Engenheiros de Produção, e nem por isso nós Engenheiros de Produção vimo-nos no direito de criticar qualquer área de Engenharia.
    Responder
  30. uhuhauha muito bom o post ramon!
    muito bem escrito.. mas vc tinha q ter falado das pessoas q entraram no petroleo, e desistiram por ser muito dificil e trocaram pra mecanica.. ahuuhauha.. (reprovei geologia)
    alexandre
    Responder
  31. ACREDITO QUE UM ENG MECANICO É ÓTIMO PARA PERFURACÃO PRICIPALMENTE NA ÁREA DE EQUIPAMENTOS, PORÉM NÃO ENTENDEM DE GEOLOGIA E GEOFÍSICA, E NÃO ADIANTA VIM COM PAPO DE POS GRADUACÃO QUE NÃO ADIANTA, POTANTO NÃO PODEM TRABALHAR COM ENG DE RESERVATÓRIOS, TANTO É QUE EM EMPRESAS SÉRIAS MULTINACIONAIS,COMO SAUDI ARAMCO,CHEVRON, UM ENG MECANICO, CIVIL,QUIMICO NEM CHEGAM PERTO DE UM RESERVATÓRIO.
    ACHO QUE É AI O DIFERENCIAL DO ENG DE PETRÓLEO
    Responder
  32. Marcelo Martins SarmentoSexta-feira, Julho 15, 2011
    Bom meus amigos, ainda existe um grande preconceito com a Engenharia de Petróleo,porem, acredito eu que é por falta de oportunidade, as empresas estão abrindo as portas aos poucos para os estudantes de Petróleo.
    Me formo esse ano em Engenharia de Petróleo na UNESA Campos, e desde o 6 período procuro constantemente por estágio, pois não tem forma melhor para nós alunos ingressar no mercado de trabalho, até agora não consegui nada, sendo que estou sempre em Macaé com profissionais da areá ouvindo muitas promessas mais nada de concreto. O Eng. Mecânico tem um campo mais amplo, sempre vejo vagas de Estágio para Mec. em Macaé, porém acho que não tem como comparar duas eng. completamente diferentes, as empresas que antes por falta de curso especifico contratavam qualquer engenharia, só que acostumaram com a pratica.. o que eu acho um absurdo é o concurso da Petrobras que para o cargo de Eng. de Petróleo admite qualquer Engenharia, isso deveria mudar, pois no Brasil já existe bastante cursos de Eng. de Petróleo.
    O que o Rhamany disse acima é verdade, aqui já formou duas turmas de Eng. de Petr , nenhum dos meus amigos realizou estagio, os que estão trabalhando é pq já trabalhavam na areá.
    Responder
    Respostas
    1. Discordo do colega acima quanto ao dito abaixo:

      "o que eu acho um absurdo é o concurso da Petrobras que para o cargo de Eng. de Petróleo admite qualquer Engenharia, isso deveria mudar, pois no Brasil já existe bastante cursos de Eng. de Petróleo. "

      Absurdo por que?

      A Eng.de Petróleo é um curso que abrange disciplinas tais como Eng. Química, mecânica, geologia etc, ou seja, você vê um pouco de cada área. Por isso nada mais natural que profissionais com formação nestas outras área e com conhecimento mais específico poderem concorrer a tais vagas.

      Absurdo seria alguém com formação em Letras/Literatura por exemplo, concorrer a vaga de Eng.de Petróleo.
  33. Bom, o quadro já muda quando falamos de macaé - RJ. Independente se o Engenheiro de Petróleo é formado em uma universidade Federal ou particular, em Macaé falta engenheiros para ocuparem as vagas disponíveis. São tantas empresas, tantas vagas e poucos profissionais qualificados. É claro que pequenos detalhes são necessários, Inglês Avançado, CREA em mãos, etc... Mas como vejo e vivencio o dia a dia em macaé, Sou muito Feliz com Eng. de Petróleo e ano após ano as condições só melhoram no mercado de trabalho ... Sucesso a todos ...
    Responder
  34. Sou Eng Mecânico há 10 anos e conheço de intervenções de Limpeza e Workover, manutenção de sondas terrestres, tratamento primário de petróleo e construção e montagem de dutos conforme a N-464. Essa é a vantagem da polivalência proporcionada por essa engenharia. Abraço a todos e boas reflexões.
    Responder
  35. Só ressaltar que Engenharia de Petróleo não se restringe somente a engenharia de poços. E hoje em dia as faculdades de engenharia de petróleo englobam de forma completa todas os conhecimentos necessários para um engenheiro nesta área.
    Responder
  36. Injusto querer comparar as engenharias. realmente tenho que dar o braço a torcer, pq realmente tem um leque maior para ser explorado, mas contudo esse texto está fora da realidade. empresas contratam outros engenheiros por não haver eng de petroleo disponivel no mercado, amigo vc que escreveu esse post está totalmente fora de orbitá, o mercado está mais que aquecido, se atualize pra depois fazer um post sobre o assunto....
    Responder
  37. são tantos comentarios que me deixaram confuso! no final do ano me formo em tecnologo em petroleo e gas! E estou pensando em ja partir para engenharia do petroleo no proximo ano! quando comecei o curso ainda nao tinha engenharia do petroleo aqui. Alguma dica ? alguem pode me ajudar
    Responder
  38. Engraçado é o cara que fez Engeharia de Petróleo na Estácio de Sá.Ele dá seu depoiomento em vídeo publicado no Youtube, falando que na empresa onde trabalha, a Nalco ele é o unico Engenheiro de Petróleo,quanto os outros são Engenherios Químicos.Isso me deixou confuso, pois como ele pode dizer que o curso é bom se na equipe dele, o mesmo é o unico a ser Engenheiro de Petróleo ?!Vejo muitas vagas para outras Engenharias, mas de petróleo realmente não vejo!!!
    Responder
  39. Na minha opinião o que muitos não conseguem exergar é que na área de petróleo e gás há oportunidades para profissionais de várias áreas tais como as Eng. Mecânica, Elétrica, Quimica etc; e uma grande demanda por profissionais de Geologia. Sem falar do pessoal de nível técnico.

    Portanto, acho que vale mais a pena fazer um curso na área de mecânica/eletrica por exemplo, do que cursar Eng. de Petróleo que eu acho um curso com uma área de atuação muito restrita.

    E mais uma coisa, se alguém almeja uma vaga em uma empresa do ramo de petróleo e gas, antes de pensar em cursar uma engenharia tem que aprender algo que hoje é de suma importância: Saber falar inglês fluentemente, sem isso, as chances de se conseguir algo na área se reduzem bastante.
    Responder
  40. Não se esqueçam dos Engenheiros Ambientais. Os formados pela UFPR, curso baseado em calculo e modelagem matematica, estão partindo em peso para o concurso de Eng. Petroleo Jr devido a grande demanda por profissionais.
    Responder
  41. As engenharias viculadas à indústria mecânica, química e eletrônica são as mais próximas ao interesse do setor de Petróleo. Entretanto não são apenas elas que obtêm espaço na industria petrolífera. As formações mais relacionadas ao setor são: Engenharia Mecânica, de Produção Mecânica, Química, Eletrônica. As tarefas do cargo de engenheiro de petróleo podem ser bem desenvolvidas por quaisquer delas, mas o setor de petróleo também depende dos Administradores de Produção, principalmente para gerenciar o sistema logístico. Hoje, as operações logísticas são o gargalo do setor. Técnicas da Pesquisa Operacional são extremamente úteis para a otimização das operações logísticas, e esse conteúdo é oferecido principalmente nos cursos de Engenharia de Produção, Administração, Ciências da Computação, Engenharia da Computação, Matemática Aplicada e Economia Aplicada. Assim, o espaço futuro para o setor petroleiro é extremamente abrangente. Agora, que sempre há uma tendência da contratação ser direcionada para os egressos das escolas que já possuem ex-alunos nas posições de importância nas empresas partilares, isso há, entretanto, espaços para os menos competetentes estão cada vez mais restritos. Daí, prevalecer as escolas tradicionais das áreas de Engenharia como as que mais oferecem recursos para as petroleiras, mas não só para elas.
    Responder
  42. O mercado não está ruim pro eng de petróleo não, de duas turmas formadas na UFF, 50 PESSOAS, tem 4 sem emprego, mas mesmo assim por que optaram por estudar para a petrobrás e na UENF E UFRJ deve estar nessa média. Praticamente não arruma emprego só quem quer estudar para a petrobras.
    Quanto ao concurso da Petrobrás eu também acho um absurdo esse concurso aberto para qualquer engenharia, mesmo por que é injusto eu que sou eng de petróleo não posso prestar para o cargo de eng de equipamentos por exemplo. Acho que já tem gente suficiente para abrir um concurso só para eng de petróleo, se não mudassem radicalmente podiam pelo menos limitar as engenharias, só quimica civil e mecânica e petróleo por exemplo. Outra idéia é das 22 vagas por exemplo, destinar 5 só para engenheiro de petróleo graduado, quando aprovado a pessoa ir para a UP e voltar já como eng de petróleo pleno, muito justo.
    Responder
  43. Por que o preconceito contra os Engenheiro de Petróleo- O concurso da Petrobras em relação ao cargo de Engenheiro de Petróleo- Deve ser restrito para apenas os Profissionais formados em Engenharia de Petróleo- Estamos investindo para isso ter qualificações especificas a nossa área de atuação.
    Responder
  44. Concordo com vc miraldo.cada engenharia deve ter seu campo de atuação.É um desrespeito com o profissional de engenharia de petróleo a politica adotada pela petrobras.
    Responder
  45. Será que da pra um engenheiro graduado em petroleo se especilazar em outra engenharia, assim como fazem os engenheiros mais tradicionais?
    Responder
  46. Rapaziada, faço engenharia mecanica e estou fazendo um trabalho sobre o que faz um eng mecanico na industria de petroleo. Vcs poderiam me dar algumas dicas sobre equipamentos, atividades mais especificas do que as citadas, etc.. Obrigado!
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  47. Em uma cidade como Macaé, qual seria o curso de Engenharia mais adequado ao mercado de trabalho(Petróleo e Gás) para quem tem afinidade com Química?Engenharia Química ou Engenharia Ambiental?Já ouvi dizer que pra começar bom mesmo é ter o Técnico em Química, cujo profissional pode ganhar mais que um graduado.Ser técnico é a opção mais rápida e rentável pra muita gente...
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  48. Sou Químico Industrial e paradoxalmente estou tendo que buscar formação técnica.Em Macaé não há oportunidades para graduados em Química!Que engenharia seria melhor fazer depois?
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  49. Alguem por favor me responda a seguinte pergunta: Se um engenheiro cvil, químico, elétrico ou mecânico (entre outros) pode se especializar em engeharia de petróleo, será que não e possível para um engenheiro graduado em petróleo se especializar em uma das engenharias acima (ou em outras áreas) e com isso aumentar seu campo de atuação?
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  50. Também estou interessada na resposta para a pergunta acima.
    Outra dúvida que tenho é a seguinte, existe alguma relação entre as engenharias petróleo e naval? (O eng. de petróleo pode atuar na área naval, ou vice-verça?)Se algumem puder responder ficaria grata.
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  51. Estou fazendo o curso de engenharia de petróleo na USP. Será que realmente to fudido pro mercado de trabalho? Quero saber a opinião sincera de vocês, tendo em vista que posso mudar de curso no decorrer do mesmo, ja que estou no 1 ciclo. Talvez eu vá pra outra. Tenho que pensar melhor.
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  52. Sou formado em eng mecanica pela ufpa. Quero fazer esp eng petroleo e gas a distancia. Sera q tenho chances de conseguir algo em macae ou vitoria?abs
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